Comunicado aos aderentes

08-11-2025

Comunicado da Moção S aos Aderentes do Bloco de Esquerda

Camarada,


O momento atual do Bloco de Esquerda é marcado pela sucessão de desaires eleitorais, fruto de erros, que merecem não só debate interno mas também ação concreta para reconstruir do Partido.
A Moção S discorda totalmente do modo de atuação da Moção A (atual maioria). Por isso, apelamos ao voto de todas as militantes e de todos os militantes na Moção S - NOVO RUMO.

Assim, os subscritores da Moção S afirmam que:
A responsabilidade que Mariana Mortágua assumiu é atribuível a toda uma direção, que tenta agora manter o poder a qualquer custo, sem reconhecimento do grau de responsabilidades do coletivo;
A Moção A, numa declaração em que preferiu a comunicação social aos aderentes escolheu alimentar o debate sobre a pessoa e o seu perfil, quando o cargo de "coordenador(a)" não existe nos estatutos do BE;
Esta manobra foge à reflexão sobre o que verdadeiramente importa: o fracasso da atual direção e a necessária e urgente renovação da linha política do Bloco de Esquerda:

3.1. DEFINIR LINHAS POLÍTICAS
Organizar um NOVO RUMO, com base nas relações de trabalho e na luta de classes, que continua a ser o motor da História, apesar de certas narrativas, até internas, que o negam.
Um partido de massas que fale aos portugueses, que saiba ouvir o país real, para promover transformações qualitativas na vida das pessoas. Um partido que pela ação política, partindo das lutas transversais do trabalho digno, do Estado Social, da crise climática e da inclusão de todos sem exceções.

3.3. OLHAR PARA A ESTRUTURA INTERNA DO BLOCO E MUDÁ-LA.
A estrutura permite a uma maioria "governar" o partido como se fosse o seu feudo, no quadro de uma persistente "hegemonia partilhada" (partilha dos lugares nos órgãos e nas listas pelas tendências TEA e RAC) para valorizar a militância, as estruturas de base e as formas democráticas e participadas de decisão. 

3.4. REPENSAR A ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO E A
REPRESENTATIVIDADE
Saber adequar o discurso a quem nos queremos dirigir, sem ideias pré-concebidas, comunicando a esperança e os anseios da maioria dos cidadãos de forma eficaz, bem como cuidar para que a imagem do Bloco e dos seus representantes contemplem setores e quem melhor possa interpretar e intervir nas políticas que defendemos.
O modo de atuação da atual maioria, que se apresenta à Convenção como Moção A, após o anúncio da indisponibilidade da Mariana Mortágua, revela o que tem sido a atuação de uma elite autonomeada que gere o Partido de cima para baixo, que funciona em bolha e que se considera tão plena de si que se arroga o direito de ultrapassar os órgãos máximos do Partido (Mesa Nacional e Comissão Política). Na prática, tudo é decidido no "secretariado"que deveria ter exclusivamente tarefas de coordenação executiva.
O anúncio antecipado para a comunicação social de um novo candidato para "coordenador" revela um comportamento que desvaloriza os militantes, os órgãos e a própria Convenção;
Também foi anunciada, de forma completamente ilegítima, a rotatividade de Andreia Galvão e de Fabian de Figueiredo no lugar de deputado, deixando de fora a Mesa Nacional e a Comissão Política;
De novo, se repete o habitual: os militantes são desconsiderados e confirma-se que, no grupo liderante, se mantém a visão de que só servem para colar cartazes e agitar bandeiras. A continuar este modo de atuação, as perspectivas de futuro para o Bloco angustiam;
A Moção S, fiel ao seu caminho crítico, mas militante, vai à Convenção sabendo de antemão que os mesmos de sempre tentarão continuar a decidir o destino do Bloco de Esquerda, sem que os militantes saibam, se debata ou se lhes pergunte que destino é esse.A Moção S continua empenhada em salvar o Bloco de Esquerda da dissolução política. Consideramos que o Partido tem de se reconstituir a partir das bases, democraticamente. Fortalecer a esquerda, sem sectarismos, começa em casa, e assim enfrentaremos a ascensão da extrema direita. Exige clareza ideológica e rumo estratégico, mas também novos modos de agir.
O Bloco de Esquerda precisa de se RECONSTRUIR, tornando-se de novo atrativo e um polo de esperança.
O Bloco precisa de DISPUTAR TODAS AS LUTAS assentando a sua ação na base da sociedade que é a relação entre o TRABALHO E O CAPITAL E NO ECOSSOCIALISMO. Este é o nosso objetivo, de acordo com o qual se deve reconstruir um Partido que seja:
de massas, que defende o respeito e o valor do trabalho e a qualidade de vida dos portugueses
que luta por Abril, e nunca deixa cair a luta por um Estado Social e os Serviços Públicos essenciais a uma sociedade mais justa
que pugna pela PAZ e pela defesa do Planeta e não se verga ao neofascismo e ao retrocesso civilizacional.
que sabe OUVIR O POVO e se alicerça em valores democráticos e inclusivos onde todos são cidadãos de primeira com igualdade de direitos e oportunidades.
A democracia portuguesa, e o povo, precisam do Bloco de Esquerda e é esse o compromisso que assumimos. Assim queiram também os aderentes do Bloco que no próximo fim-de-semana serão chamados a eleger os delegados à Convenção.
Quem subscreve a Moção S sempre entendeu que as questões internas do Partido não devem ser discutidas na comunicação social. Por isso, e apesar de solicitadas, não houve até agora posições tornadas públicas através dos media.
A Moção S apresenta propostas sobre todos os pontos em discussão na próxima Convenção Nacional, desde as opções políticas à organização interna, incluindo alternativas para uma futura direção nacional do Bloco mais plural, mais representativa e mais democrática. 

Camarada, se queres a mudança e se queres o Bloco para o futuro, vota na Moção S!

Lê a Moção S: https://radar887.webnode.pt/mocao-s/

Saudações bloquistas,

A Moção S

5 de Novembro de 2025

R.A.D.A.R.  - Rede de ativistas para Debate, Ação e Reflexão no combate pelo Socialismo
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